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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

A QUE PONTO CHEGAMOS! E ATÉ ONDE VAMOS?


Por: Lucas Souza25/10/2007

"Não quero fazer parte da roda de vaidades dos que acham que um ministério é sustentado por promoção pessoal, marketing, mailing list ou qualquer outra forma de massificação e/ou manipulação. Um produto sim precisa desses apetrechos, mas um homem de verdade não. A não ser que seja um homem disposto a abrir mão de ser quem é, de seus gostos, sua ética, sua paz, sua sensatez, em troca por aceitabilidade, sucesso, reconhecimento e, é claro, money, muito money.

Mas money a custo do que, companheiro? Sucesso a custo de que? Da própria alma, desbotada, prostituída, avariada? Da própria identidade negociada com algum capitalista de mercado fantasiado de apóstolo e que na verdade é nada mais nada menos que um supóstolo com cara de supositório?

Cansei das máscaras, das fantasias, dos discursos que só funcionam diante dos flashes, nas entrevistas e nos palcos. Cansei dos demagogos da fé, que só são o que dizem ser publicamente. Conheço vários deles, e posso citar um que em seus discursos combate toda forma de secularismo na arte, dizendo até mesmo que em sua plena santidade não ouve música secular nem assiste a filmes violentos. Entretanto, seus amigos próximos sabem que ele adora ouvir um Pearl Jamzinho, um Rushzinho, um progressivozinho básico, e é fã numero um de Jogos Mortais. Afinal, a sua lei só vale para os outros, segundo a regra de seus labirintos psicopatológicos, onde escondido vale tudo, até mesmo publicar algumas hipocrisias maquiadas de sã-doutrina.

Caro amigo, a que ponto chegamos! E até onde vamos? A sensação que me fica é que a coisa toda está tão corrompida que os homens perderam completamente a noção. Joselito tornou-se o grande filósofo dessa década e entramos na era do vale-tudo pelo todo ou pelo tão-pouco que lhe apeteça. O pensamento geral é: Do que vale andar corretamente? Do que vale padecer aqui embaixo se lá encima está tudo tão podre? Do que vale persistir em crer e prosseguir na Fé?

Camarada, eu sei o quanto vale. Sei o valor de poder ser eu mesmo numa terra em que quase todos esqueceram seu próprio nome, mesmo que me custe ter menos, bem menos. Sei também que os que me detestam – e os que me detestam são os que mais me imitam – não entendem como pode um sujeito fazer o que faz e caminhar por onde caminha sem precisar negociar, transgredir e se sujeitar ao mecanismo absolutista do mercado. Sem precisar fazer agrados, sem precisar pedir para tocar, sem precisar fazer troca-troca de favores, simplesmente por entender que não poderá ser favorecido em verdade por ninguém que seja desta terra ou que possua a ganância como apelido.

Eu peço a Deus coragem para continuar prosseguindo neste meu percurso, mesmo que sejam poucos os que tenham vontade de seguir ao meu lado. Peço também a você, leitor, que seja forte e não se renda, sinta-se tentado mas não arrastado, enfraquecido porém persistente, e almeje alcançar o foco divinamente escrito no seu coração, que se chama Verdade e brilha exuberante em meio às trevas dessa calamidade.

Esse é apenas um escrito curto de desabafo, para dizer que eu não baixei a guarda e continuo vivo. Vivo e consciente de quem sou.

No amor daquele que não se dobrou e venceu o assassínio dos argumentos mentirosos, "

PENSE, REFLITA, E PELO AMOR DE DEUS: FAÇA ALGUMA COISA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Abraços sonares...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007